quarta-feira, 16 de julho de 2008

Matematicamente é muito mais fácil ser um do que dois. E quando não se tem opção? Acho que entra em outro ramo, outra corrente de pensamento. Mas pensando bem segue a mesma filosofia. É estranho persar como dois, agir como dois, respirar como dois - até porque isso necessita de mais oxigênio, o que explica a exuastão - enfim, é complicado. É tudo uma regra de multiplicação, tabuada complicada essa. Tem uma linha na mão que indica a personalidade, não que isso seja realmente verdadeiro e bem fundamentado, mas incrivelmente a minha linha se divide em duas, isso explica tanta coisa. Acho que vou procurar mais respostas na palma da mão. Isso é tão metafórico, quando menos espero a resposta vem assim de bandeja, e sempre com esses olhos miopes deixo passar desapercebido e só lembro depois é como arrancar uma árvore e querer replantá-la no mesmo lugar, é humanamente impossível. Impossível? ... temos essa mania, muito feia diga-se de passagem, o impossível existe justamente para passar desapercebido, para ser citado em livros, mas para se esquecer na prática, deixar tudo a seu modo. Caminhar sozinho é bom, mas como seria a dois? Dois pés indo à frente, quatro braços frenéticos a balançar, dois corações entoando melodias marcadas, duas imagens, duas mentes... E quando se tem duas mentes e uma imagem apenas professor? Desiste-se de uma, arrancando, matando uma parte de si para se transformar no habitual? Só queria uma razão para ficar assim. Alguém tem aí no bolso? Não costumo carregar esse tipo de coisa, dúvidas tenho de sobra.
E quando não se sente nada, quando do outro lado da igualdade temos um zero, somos o que? Alguém me disse que a felicidade deve ser procurada, independente da forma, e ao encontrar, desfrutá-la, sem medos ou limites, não fiz isso, me igualei ao nada. Queria seguir os passos desse alguém "Given you a reason to stay".
De nada me adianta a matemática e suas razões agora, não sou um nem dois muito menos o zero e não pretendo ser, sendo assim nada serei perante alguém, mas sou o suficiente pra mim e isso é exatamente o necessário para provar a minha imaturidade. Mas sabe, essa imaturidade me faz bem e sabe porque? Por que posso sorrir, sem medos, sem limites e sem ninguém. Egoísta e egocêntrico? Não. Realismo:Atitude ou posição de quem se prende fielmente ao que é real, verdadeiro, às vezes de maneira prática. Doutrina segundo a qual a arte deve expressar somente os caracteres essenciais da realidade. Obrigado Aurélio.

2 comentários:

N. disse...

Ah, eu nunca ando com essa tipo de coisa no bolso..
Queria muito uma 'razão' pra me consolar pelo menos. Já me conformei com minha alma gemea siamesa..
Posso ter interpretado errado teu texto, mas acho que sofremos da mesma falha matemática: Somos o 'x' que fica isolado do outro lado da igualdade...
mas mesmo assim, a finalização do teu texto foi a mais fria que já fizeste..

meu deus como eu sou crítica, me desse essa liberdade?
haeuiheaiuahaiuh
saudades imensas de ti...

Rafael Costa disse...

Ninguém nasce para ser um, apesar de ter que conviver consigo mesmo 24 horas por dia, sempre estamos procurando por alguem que nos ouça, que suspire juntos, e faça outras coisas como verdadeiros companheiros.

O problema dos relacionamentos é que as pessoas procuram opostos para conviver, isso, passando a paixão não resta quase nada.

O certo mesmo é procurar pessoas com mesmos gostos, que vá aos mesmos lugares com você, que se emocione com as mesmas coisas com vc.

Citando Rita Lee:

Amor sem sexo, é amizade
sexo sem amor, é vontade.

Agora, amor com sexo é amizade e completude, companheirismo.