sábado, 3 de maio de 2008

Misturando tudo dá uma linda história, ou melhor daria. Não sei se é a chuva ou se é essa música que não pára de tocar em meus pensamentos, existe sim um resquício.
Caminhando por entre pessoas, percebemos milhões de feições, muito diferenciadas por sinal. Além de carrancas ou sorrisos escancarados vemos também sentimentos que transbordam dos olhares, boa parte destes à procura da recíproca. Certa vez, quando fazia o mesmo caminho de sempre, na mesma rua junto as mesmas pessoas percebi uma senhora para sentada sem ninguém. A primeira vista pensei que ela seria solitária e infeliz, mas o que garantia isso? As pessoas não são aquilo que vemos, não saberia como estaria se sentindo aquela mulher a menos que fosse lá e conversasse com ela. Quer saber, não fui. Preferi a cruel possibilidade de julgar. É incrível a facilidade humana de dar importância sempre para o mais fácil, julgar. O que não nos damos conta é que também somos julgados a todo o tempo, pelo nosso jeito de andar, nossas palavras, neste exato momento você está me julgando, pensandoo que eu esperava com essas palavras, e antes que chegue a algum conclusão, não pretendo chegar a lugar nenhum isso existe?
Chove, chove e chove. Sem parar, na janela caminha o vento, os raios e as gotas vindas do céu. A beleza disso tudo é que nem sempre sabemos aproveitar uma situação dessa. Para uma criança quando falta a energia, se faz uma grande oportunidade de trabalhar a habilidade de fazer formas (inanimadas ou não) com a sombra da vela, ou quem sabe lutar contra as leis da física e passar o fogo por entre os dedos. Já para nós, que somos acostumados e não temos olhos tão sensíveis assim à felicidade, vemos apenas uma noite a mais em que dormiremos mais, porque sem aos meios de comodidade não temos outra opção. Para onde foi parar a ingenuidade? A facilidade de ver sorrisos onde ninguém vê? Queria ver sorrisos nisso, aqui, sempre.

2 comentários:

Dantas disse...

concordo. imagem não é nada.
escreves mt beeeeeeeeeem

Bruna disse...

Esse sábado foi incrível, e pensei que ninguém perceberia a alegria por entre cada gota de chuva...