sábado, 5 de janeiro de 2008

01:27...01:30

Há momentos que surgem porque simplesmente têm que surgir, no entanto outros precisam ser feitos, planejados. Normalmente eu deixava a vida se formar, como um mero espectador, que só diz que o filme foi muito bom, aplaude e suja a sala de cinema com milhões de grãos de pipoca, nada mais, às vezes com muita sorte tira alguma conclusão da história, às vezes. Faz isso porque não sabe o trabalho que foi fazer cada minutos de filme, imagina a felicidade do ator ao assistir a premiere, é como o Everest dos sentimentos ao lado daquele poluidor de salas de cinema. Essa comparação ridícula proveniente das ondas de sono que fecham e abrem a minha pupila, tenta ao menos, expressar o quanto me sinto na obrigação de fazer cada segundo de minha vida, apesar de não ter roteiro apenas faço o que dá vontade de fazer, cansei de esperar o final do filme e dizer que faria diferente, a questão é fazer isso agora.
Tem coisas que só faço por fazer, outras que faço a qualquer custo, também têm aquelas que adoro fazer, mas tem aquelas que não suporto o simples fato de pensar em fazer, mas se não ousar, se não sair dessa linha reta que é meu modo de pensar (em alguns aspectos) o que vou contar para os meus filhos? Que apenas aplaudi o filme que se fez em parceria com o tempo...Não quero que eles tenham essa impressão de mim.
Depois de longas horas pensando no mundo que formei e nesse que se formou, ouvindo uma massa cantante chegar em minha casa para a felicidade de meus pais, eu só vi depois disso que tenho muita coisa pra pensar ainda e na verdade não preciso definir nada, a vida é uma constante modulação de você mesmo, maleabilidade é a chave para o auto-compreendimento e consequêntemente da aparente felicidade.
É bom andar sozinho, me leva ao mais profundo dos meus pensamentos pra onde ninguém mais consegue ir, porcurando respostas onde não se pode encontrar, mas acompanhado de quem gosto não preciso disso, apenas vivo. Não tenho a necessidade de saber os porquês da vida, eles simplesmente se mostram, assim, como quem não quer nada.



PS: É tão estranho o que se faz de uma faísca de pensamento em três minutos mesmo com sono, pode ser que nada tenha sentido algum, afinal, o que tem de coerente nisso tudo? Acho que um café cairia bem, ou não.

2 comentários:

N. disse...

"A vida é uma constante modulação de você mesmo, maleabilidade é a chave para o auto-compreendimento e consequêntemente da aparente felicidade."

Estar com sono caiu bem pras tuas reflexões :)

Eámanë disse...

tirou as palavras da minha boca!
eu concerteza tomaria café :)